Avançar para o conteúdo principal

POESIA - DIA INTERNACIONAL DA MULHER

No âmbito da Semana da Leitura e do dia Internacional da Mulher, alunos das turmas do 9º ano recitaram poesia.
Direção, alunos, professores e funcionários assinalaram este momento com a sua presença e participação.

Selecionamos um dos poemas mais belos de Miguel Torga, como homenagem ao dia 8 de março.


Somos todos poetas
Por que não queres os versos que te nascem
Como rebentos pelo tronco acima?
Por que não queres a inesperada rima
Dos sentimentos?
Olha que a vida tem desses momentos
Que se articulam numa cadência
Tão imprevista,
Que é uma conquista
Da consciência
Não ser um túnel de negação...
Brotam as  folhas que são precisas
E outras folhas que o não são.

                                                           Miguel Torga Poesia Completa














Comentários

Mensagens populares deste blogue

Peça de Teatro "O Deus da Carnificina"

O Núcleo de Teatro da Escola Secundária do Restelo apresenta na próxima sexta-feira , dia 8 de junho , na Biblioteca da escola a sua nova produção: "O Deus da Carnificina" , a partir da peça escrita por Yasmina Reza. «Duas crianças agridem-se no recreio da escola. ... Os pais da vítima, munidos de boa vontade, resolvem combinar um encontro com os pais do agressor para resolverem a questão. O que sairá deste encontro?» Apareçam às 10:30 ou às 12:00.

Concurso Palavras Cruzadas "Os Direitos das Mulheres no Irão e no Mundo"

 Realizámos um concurso de Palavras Cruzadas  sobre a atividade " Os Direitos das Mulheres no Irão e no Mundo ".  O 1.º prémio foi um jantar para duas pessoas no restaurante  Khayyam. 

Poemas de Natal de Autores Portugueses

PRELÚDIO DE NATAL Tudo principiava pela cúmplice neblina que vinha perfumada de lenha e tangerinas Só depois se rasgava a primeira cortina E dispersa e dourada no palco das vitrinas a festa começava entre odor a resina e gosto a noz-moscada e vozes femininas A cidade ficava sob a luz vespertina pelas montras cercada de paisagens alpinas. David Mourão-Ferreira Natal Divino Natal divino ao rés-do-chão humano, Sem um anjo a cantar a cada ouvido. Encolhido À lareira, Ao que pergunto Respondo Com as achas que vou pondo Na fogueira. O mito apenas velado Como um cadáver Familiar… E neve, neve, a caiar De triste melancolia Os caminhos onde um dia Vi os Magos galopar… Miguel Torga