quinta-feira, 11 de julho de 2019 0 comentários

Felicidade e filosofia - uma questão ética



FELICIDADE E FILOSOFIA - UMA QUESTÃO ÉTICA


A demanda da felicidade acompanha o homem desde sempre. Indefinível, ela reveste-se de múltiplas manifestações, consoante as culturas, as épocas e os indivíduos. Com ela coloca-se o sentido da vida, renova-se a pergunta 'o que é o homem?', interroga-se a ética. Felicidade ou liberdade? A felicidade depende de coisas exteriores, ou do nosso modo de ser? É possível ser feliz numa sociedade infeliz?
              Para pensar estas e outras questões, alunos do 10º ano pensaram, discutiram e escreveram sobre a felicidade como problema filosófico, a partir da leitura integral da obra de MIGUEL REAL-A NOVA TEORIA DA FELICIDADE, D. Quixote. O filósofo e crítico literário descolocou-se à escola no dia 7 de maio, para uma palesta sobre o tema com os alunos.

Nota: a obra faz parte do acervo da biblioteca.












sexta-feira, 24 de maio de 2019 0 comentários

Sophia de Mello Breyner: O centenário da poetisa situada para lá do tempo

A Biblioteca "Navegar"  recorda a poetisa ...


(1919/ 2019)

O mar dos meus olhos

Há mulheres que trazem o mar nos olhos
Não pela cor
Mas pela vastidão da alma


E trazem a poesia nos dedos e nos sorrisos
Ficam para além do tempo
Como se a maré nunca as levasse
Da praia onde foram felizes


Há mulheres que trazem o mar nos olhos
pela grandeza da imensidão da alma
pelo infinito modo como abarcam as coisas e os homens...
Há mulheres que são maré em noites
de tardes... e calma










Um dia
Um dia, gastos, voltaremos
A viver livres como os animais
E mesmo tão cansados floriremos
Irmãos vivos do mar e dos pinhais.

O vento levará os mil cansaços
Dos gestos agitados irreais
E há-de voltar aos nossos membros lassos
A leve rapidez dos animais.

Só então poderemos caminhar
Através do mistério que se embala
No verde dos pinhais na voz do mar
E em nós germinará a sua fala.
 
quarta-feira, 12 de dezembro de 2018 0 comentários

Poema de Natal


 

Quando um Homem Quiser

Tu que dormes à noite na calçada do relento
numa cama de chuva com lençóis feitos de vento
tu que tens o Natal da solidão, do sofrimento
és meu irmão, amigo, és meu irmão

E tu que dormes só o pesadelo do ciúme
numa cama de raiva com lençóis feitos de lume
e sofres o Natal da solidão sem um queixume
és meu irmão, amigo, és meu irmão

Natal é em Dezembro
mas em Maio pode ser
Natal é em Setembro
é quando um homem quiser
Natal é quando nasce
uma vida a amanhecer
Natal é sempre o fruto
que há no ventre da mulher

Tu que inventas ternura e brinquedos para dar
tu que inventas bonecas e comboios de luar
e mentes ao teu filho por não os poderes comprar
és meu irmão, amigo, és meu irmão

E tu que vês na montra a tua fome que eu não sei
fatias de tristeza em cada alegre bolo-rei
pões um sabor amargo em cada doce que eu comprei
és meu irmão, amigo, és meu irmão

Ary dos Santos, in 'As Palavras das Cantigas
 
 
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Natal



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Nem eu sei realmente como a ceia faustosa possa saber bem, como o lume do salão chegue a aquecer – quando se considere que lá fora há quem regele, e quem rilhe, a um canto triste, uma côdea de dois dias. É justamente nestas horas de festa íntima, quando pára por um momento o furioso galope do nosso egoísmo, – que a alma se abre a sentimentos melhores de fraternidade e de simpatia universal, e que a consciência da miséria em que se debatem tantos milhares de criaturas, volta com uma amargura maior. Basta então ver uma pobre criança, pasmada diante da vitrine de uma loja, e com os olhos em lágrimas para uma boneca de pataco, que ela nunca poderá apertar nos seus miseráveis braços – para que se chegue à fácil conclusão que isto é um mundo abominável. Deste sentimento nascem algumas caridades de Natal; mas, findas as consoadas, o egoísmo parte à desfilada; ninguém torna a pensar mais nos pobres, a não ser alguns revolucionários endurecidos, dignos do cárcere e a miséria continua a gemer ao seu canto!
Os filósofos afirmam que isto há de ser sempre assim: o mais nobre de entre eles, Jesus, cujo nascimento estamos exatamente celebrando, ameaçou-nos numa palavra imortal «que teríamos sempre pobres entre nós». Tem-se procurado com revoluções sucessivas fazer falhar esta sinistra profecia – mas as revoluções passam e os pobres ficam.
(Eça de Queirós, “O Natal – a «Literatura de Natal» para crianças”, Gazeta de Notícias, 9 de fevereiro de 1881).





terça-feira, 11 de dezembro de 2018 0 comentários

Boas Festas



Os Colaboradores da Biblioteca desejam a toda a Comunidade Educativa um Feliz e Santo Natal.







quarta-feira, 1 de agosto de 2018 0 comentários

Roteiro de monumentos da arte medieval portuguesa


No mês de junho realizou-se uma exposição, na biblioteca escolar, intitulada “Roteiro de monumentos da arte medieval portuguesa”, onde estiveram expostos os trabalhos dos alunos da turma D do 7º ano realizados no âmbito da disciplina de História. Cada grupo de alunos selecionou um monumento representativo da presença da arte românica ou da arte gótica no território português e identificaram a sua localização, finalidade, e principais características.

 

 
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